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 Dia da chegada -  14/02/2018

Considero que a viagem começou dia 14/02/2018 quando chegámos por volta das 22:00h ao aeroporto de Berlim (Schönefeld). No dia de chegada apenas pudémos observar parte da cidade de Berlim do autocarro que nos transportou até ao hotel. Neste percurso, a D. Ana (a nossa guia que nos acompanhou durante toda a viagem) explicou-nos que Berlim tinha cerca de 880km quadrados, ou seja, quase 3 vezes maior que Nova Iorque. Já no hotel, foram-nos atribuídos os quartos  e depois fomos com a Prof.ª Ana Noválio, até ao McDonald´s mais próximo. 

Dia 1- 15/02/2018

No primeiro dia de passeio saímos (como sempre) do hotel por volta das 08:30h. Na parte da manhã, visitámos as Portas de Brandemburgo, de seguida o Parlamento federal alemão o Reichstag, o memorial aos judeus e almoçámos no Hard Rock Café, onde nos foi servida uma excelente refeição e onde pude ainda comprar uma sweat que queria já há algum tempo. Da parte da tarde fizemos uma visita de autocarro pela cidade toda e que teve a duração de aproximadamente 2 horas (o que na minha opinião foi demasiado tempo porque até eu que estava verdadeiramente interessada em ouvir tudo o que o áudio guia tinha para dizer, comecei a ficar cansada). Após a tour, dirigimo-nos até à Topografia do Horror, onde vimos apenas algumas das barbaridades que foram cometidas contra a comunidade judaica durante a Segunda Guerra Mundial. Pessoalmente, o que mais gostei da, foi ter tido a oportunidade de mexer em arquivos de entrevistas com judeus, que ainda que fossem cópias dos originais, me chocaram pela maneira de como estes eram analisados e quase “estudados” pelos alemães nazis. Por último, visitámos o Checkpoint Charlie, onde tirámos fotografias com um soldado russo e onde começou (por poucos momentos) a nevar. 

Dia 2- 16/02/2018

Neste dia estivemos na Alexanderplatz, vimos o edifício mais alto da Alemanha, a Fernsehturm (Torre da Televisão) com 365m de altura, visitámos o Eastside Gallery, que para mim foi uma das coisas que mais gostei de ver, uma vez que se trata de um monumento (parte dele) que representa um acontecimento importante para o povo alemão, que foi a divisão de Berlim por um muro. Aqui, vi dos grafitis mais bonitos de sempre e também com mensagens mais pesadas, o que eu mais gostei foi o “Beijo fraterno ” de Leonid Brezhnev e de Erich Honecker. Neste tempo, a D.Ana também nos informou que sempre que encontrássemos marcas parecidas a um picotado no chão, estaríamos diante de um local por onde o muro passou. Depois do tempo concedido para a hora de almoço, exatamente às 14:30h estávamos todos diante da grande Catedral de Berlim (o edifício mais adorado por mim). Com a melhor arquitetura e decoração,  já para não falar na vista que era de tirar o folgo, este foi o sítio onde mais gostei de ir. O outro foi a Antiga Galeria Nacional, “The Alte Nationalgalerie” onde vi as obras dos mais variadíssimos autores e estilos de arte como o romantismo e o neoclássico, destaco também a beleza incrível das estátuas que estavam por  todo o museu. A visita terminou num bairro onde famílias judias se escondiam para escapar ao terror nazi. Aqui não se pode dizer que o ambiente fosse pesado porque todo o bairro é agora decorado com arte de rua. Aqui a D. Ana contou-nos da existência de um senhor, que tal como Oskar Schindler, ajudou a esconder judeus portadores de deficiências (cegos, etc…) onde alegava que eram seus trabalhadores de produção de cabos de vassouras. Já na hora de jantar houve um pequeno desentendimento no hotel e tivemos de comer num restaurante dois prédios ao lado chamado Das Rosmaria. Eu simplesmente amei o restaurante porque tinha um ambiente lindo com velas e flores, para não falar da comida que era ótima e do strudel de maçã que comi no final que estava de comer e chorar por mais.

Dia 3- 17/02/2018

Dia mais calmo, onde visitámos parte da igreja destruída de Berlim onde uma simpática menina Lydia Pauly nos deu algumas informações sobre a igreja, como foi construída para o rei  Wilhem I, que ainda que tivesse sido bombardeada , esta apenas ficou tao destruída porque parte da torre mais alta caiu sobre o resto da igreja. Vimos a igreja nova, revestida de uns lindos painéis azuis que iluminavam a igreja de uma forma única eu adorei aquela técnica de construção. Almoçámos, eu e mais uns amigos, numa rústica hamburgueria, onde comemos o CR7 dos hambúrgueres (uma pequena brincadeira que o grupo fez para demonstrar o quão bons eram os hambúrgueres). De tarde, visitámos um museu que não estava previsto no programa, mas como o grupo demonstrava cada vez mais vontade de conhecer mais da Alemanha, as professoras e a guia quiseram premiar-nos com ele. Aqui vimos grandes edifícios roubados a várias civilizações como as portas da Babilónia. Fiquei espantada com a eficácia dos alemães que se demonstraram muito frios por roubarem coisas que pertencem por direito a outras culturas, mas também demonstraram ser grandiosamente inteligentes ao ponto de “desmontarem” edifícios para os reconstruírem depois. Não vou falar do último dia porque simplesmente não saí do hotel e foi só a viagem de regresso a Portugal. Eu, há muito que sonhava com esta visita a Berlim e pensei que poderia estar a sobrevalorizá-la, mas a verdade é que não me desiludi nem um pouco e que em geral eu gostei mesmo de tudo… sinto pena de só este ano ter ingressado nestas visitas de escola porque realmente são viagens onde ganhamos grandes amizades e onde aprendemos bastante, estou mesmo feliz por ter tido uma oportunidade tao boa como esta. Foi verdadeiramente inesquecível.

Catarina Alex. 11ºA

BERLIM

Na passada semana, de dia 14 a 18 de fevereiro, estive inserido num projeto/viagem de estudo a Berlim. Embora já tenha estado integrado num programa semelhante, penso que esta viagem tenha sido, para mim, muito positiva! Isto porque me ajudou a perceber e conhecer outra cultura e outras vivências. O primeiro dia foi a visita à cidade, Portas de Brandenburgo, Parlamento, memorial aos judeus, topografia do horror e por fim fizemos ainda uma viagem num autocarro panorâmico. Gostei principalmente de visitar as portas de Brandemburgo, pois era um monumento que eu procurava visitar já há algum tempo. O que gostei menos (embora também tenha gostado) foi a topografia do horror, isto porque já experienciei algo parecido, no memorial do Holocausto em Budapeste, o qual gostei mais.

No segundo dia visitámos a Alexanderplatz, importante praça de Berlim, o memorial do muro de Berlim, um monumento todo grafitado e visitámos a Antiga Galeria Nacional. Gostei neste dia da visita ao muro, pois são sensações e pensamentos à volta daquilo que algumas pessoas passaram. Gosto sempre de perceber aquilo que aconteceu realmente noutras alturas. No entanto, não gostei de visitar a Antiga Galeria Nacional, porque nunca gostei de visitar galerias e museus de arte, não só porque não me interessam muito, como não entendo aquilo que é suposto perceber nos quadros, mesmo que desta vez tenha tido o apoio de um audioguia.

No terceiro dia começámos por visitar talvez aquela que foi a parte preferida de toda a gente e a minha também, a Gedachtniskirch. Isto porque esta igreja tem uma enorme história por detrás. Foi construída em homenagem ao primeiro imperador, Wilhem I e ficou quase totalmente destruída durante a segunda guerra mundial. A intrigante história que nos foi apresentada pela guia suscitou um gosto pelo monumento. Depois de almoço, fomos até à ilha dos museus visitar o Pergamon. Deste museu eu já gostei mais, pois trata-se de um museu com peças muito boas sobre a humanidade, tais como as portas da Babilónia.

No último dia simplesmente fizemos as malas e voltámos para casa.

Penso que esta seja uma cidade muito bonita e única. Uma curiosidade sobre Berlim (algo que me deixou surpreendido) é uma cidade que foi construída por cima de um pântano e por isso é possível ver uns canos que têm a função de retirar a água para evitar problemas.

Concluo assim que foi um projeto muito bom e positivo para todos, criaram-se amizades entre muitos alunos e boas relações com os professores. Gostava também de fazer uma referência à nossa acompanhante, a D. Ana, ela que foi mais que uma acompanhante, uma guia, que nos tirava dúvidas sem qualquer problema, tornando a nossa visita muito mais interessante.

Duarte Nunes, 11ºA

              

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